
Mancha no teto do banheiro, gotejamento na sanca, tinta estufando perto do box. Quando a água vem do andar de cima, o problema técnico costuma vir junto com um problema de convivência. A boa notícia é que, com a origem identificada tecnicamente, a solução fica muito mais simples para todos.
De onde a água costuma vir
- Box e piso do banheiro de cima, com rejunte gasto ou impermeabilização falhando;
- Ralos mal vedados ou com a ligação à tubulação solta;
- Tubulações de água ou esgoto da unidade de cima, embutidas na laje ou nas paredes;
- Prumadas (tubulações verticais coletivas) e lajes de cobertura, que são áreas comuns;
- Varandas e áreas externas do vizinho, quando a água da chuva não escoa corretamente.
O que fazer, passo a passo
- Registre: fotografe as manchas com data, anote quando pioram (depois de banho? de chuva?) e guarde esses registros;
- Comunique por escrito o vizinho de cima e o síndico, de forma cordial e objetiva;
- Identifique a origem tecnicamente: sem isso, cada parte tende a apontar para a outra;
- Corrija a causa e só depois recupere o forro, a pintura e os acabamentos da sua unidade.
Como a origem é identificada
O engenheiro combina inspeção visual, termografia infravermelha (que mostra a umidade sem quebrar nada) e testes direcionados, como o teste de estanqueidade no box ou nos ralos da unidade de cima e verificações nas tubulações. O resultado é um laudo que diz, com base técnica, de onde vem a água.
Quem paga o conserto
Como regra geral, quem responde é o responsável pela origem do problema:
- se a água vem de dentro da unidade de cima (box, ralo, tubulação própria), normalmente cabe ao proprietário dessa unidade corrigir e reparar os danos;
- se vem de área comum (prumada, laje de cobertura, fachada), normalmente cabe ao condomínio.
Por isso o laudo é tão importante: ele transforma uma discussão de opiniões em uma conclusão técnica. Em casos de conflito, o laudo também serve de base para o advogado, que vai orientar sobre os aspectos jurídicos.
Não espere: infiltração constante na laje chega às armaduras e pode virar um problema estrutural, como mostra o case do Condomínio Paul Klee.
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