
Antes da intervenção: laje e vigas escoradas, com eflorescência (manchas brancas), concreto desagregado e manchas de umidade.
O problema
A laje e as vigas de concreto armado do condomínio começaram a ceder. A causa era uma infiltração que, ao longo do tempo, atravessou a laje sem ser tratada na origem.
O diagnóstico
A inspeção mostrou o caminho clássico de uma infiltração que vira problema estrutural:
- Eflorescência espalhada pelo fundo da laje e das vigas, indicando passagem contínua de água pelo concreto;
- Desagregação do concreto, com perda de material nas vigas;
- Corrosão das armaduras, reduzindo a capacidade dos elementos;
- Deformação da laje, exigindo escoramento imediato por segurança.
A conclusão: não bastava refazer a impermeabilização. Era preciso devolver à estrutura a capacidade perdida e, depois, eliminar a entrada de água.
A solução, etapa por etapa
- Escoramento da laje e das vigas, garantindo a segurança de moradores e equipe durante toda a obra;
- Remoção do concreto deteriorado até atingir concreto são, liberando as armaduras;
- Recuperação das armaduras: limpeza, tratamento anticorrosivo e complementação das barras que haviam perdido seção;
- Reconstituição da seção das vigas e da laje com argamassa estrutural;
- Impermeabilização da laje, eliminando a origem da infiltração;
- Teste de estanqueidade com lâmina d'água, comprovando que a nova impermeabilização não vaza antes da entrega.
O resultado
Capacidade estrutural restabelecida, infiltração eliminada e estanqueidade comprovada em teste, não apenas suposta. O condomínio passou a ter uma estrutura recuperada e protegida contra a causa que originou o problema.
A lição deste caso: uma infiltração ignorada não fica só na mancha. Com o tempo, ela chega às armaduras e vira um problema estrutural, muito mais caro de resolver. Se o seu prédio tem manchas brancas, ferrugem ou concreto se soltando, vale avaliar agora.
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